Temporada 2019
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ENSAIOS
De quando a paixão se (con)verte em "transgresso" – sobre TransLieder
Autor: Flo Menezes
09/jun/2019
Prática secular que decorre de uma profunda admiração de um compositor por outro, a transcrição nos habita ao longo de toda a história da escritura musical. Mas qual o sentido que se pode dar a este fazer na atualidade?
 
Futuros do passado
Autor: Arthur Nestrovski
14/mar/2019
Em 2019, o Festival de Inverno de Campos do Jordão chega à sua 50ª edição e a Sala São Paulo comemora 20 anos. Administrados pela Fundação Osesp, um e outro tiveram e têm papel muito importante no cenário musical brasileiro.
 
O Brasil e o mundo, segundo Guarnieri
Autor: Paulo de Tarso Salles
14/mar/2019
Mozart Camargo Guarnieri nasceu em 1907 em Tietê (SP). O pai, imigrante italiano e entusiasta da música, não só batizou os filhos homens em homenagem a grandes compositores (Mozart, Verdi, Rossine e Belline — assim mesmo, com “e”), como não hesitou em mudar para a capital em 1922, buscando melhor orientação para o talento do filho mais velho, que aos 13 anos já ensaiava suas primeiras composições.
 
Sinfonia de milhões: a música clássica na China (excerto)
Autor: Alex Ross
14/mar/2019
Na primavera de 2008, Chen Qigang, um compositor chinês que supervisionava o programa de música para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, recebeu o prêmio Empreendedores do Espírito Nacional num evento para a imprensa em Pequim. Ele era um dos dez artistas e gente do mundo dos negócios a receber o prêmio, oferecido pela revista chinesa Life e a Mercedes-AMG, a divisão de veículos de alto desempenho da Mercedes-Benz. A cerimônia da premiação, típica da China moderna em sua mistura de linguagem nacionalista bombástica, excesso materialista e esquisitice cultural, realizou-se na Zona de Arte 798 — um complexo fabril cavernoso que foi transformado em espaço de exposições. Quatro veículos AMG estavam em exibição, cercados por modelos vestidas com roupas de lamê prateado, numa homenagem supostamente involuntária ao filme Goldfinger. Nas paredes e no teto da fábrica estavam projetadas as palavras em inglês “Vontade”, “Poder” e “Sonho”, tendo ao lado seu equivalente em caracteres chineses. “Acreditamos que a Mercedes-AMG infundirá um novo vigor poderoso na cultura automobilística nacional da China”, disse Klaus Maier, o presidente da Mercedes-Benz China. Chen estava a um canto, com uma expressão irônica no rosto. Antes do início da cerimônia, ele havia dito para mim: “Não tenho ideia do que está acontecendo”.
 
A "Grande Paixão" (excerto)
Autor: John Eliot Gardiner
14/mar/2019
A partitura do manuscrito autógrafo da Paixão Segundo São Mateus, de Bach, é um milagre da caligrafia. Ela é de longe a sobrevivente mais preciosa daquela “pilha enorme de música sobre o tema da Paixão” registrada no segundo catálogo do espólio de Carl Philipp Emanuel Bach,1 em 1805.2 A elegância fenomenal e a fluência da notação características de Bach quando tinha pouco mais de quarenta anos contrastam com os garranchos duros da sua letra em idade avançada, quando a vista já dava sinais de cansaço. O compositor inseria meticulosamente correções feitas em tiras de papel com cola, o que lhe custou um cuidado e um empenho visíveis por toda parte. Em comum com vários outros compositores (Rameau, Debussy, Stravinsky), Bach planejava cada parte da página deixando um mínimo de pautas sem utilização, sinal de que estava determinado a captar a sofisticação de cada detalhe de sua imensa criação. Diferentemente de seus demais autógrafos, neste ele usa tinta vermelha, mas em geral apenas para as palavras do Evangelho, que se destacam desse modo do restante, como num missal do medievo, e também do sépia de tom preto amarronzado que usava regularmente.
 
“A preservação do fogo”: as sinfonias de Schumann reorquestradas por Mahler
Autor: Júlia Tygel
14/mar/2019
“Todas as investidas artísticas são aproximadas; não existe obra de arte que não possa ser melhorada” — as palavras, quase premonitórias, foram escritas por Robert Schumann (1810-1856) em um artigo publicado no jornal Der Komet (O Cometa), de Leipzig, em 7 de dezembro 1833, época em que ele iniciava sua atuação como crítico musical. Meses depois, em colaboração com outros artistas, Schumann lançaria o primeiro número da Neue Zeitschrift für Musik (Nova Revista de Música, em tradução livre), que ele dirigiria por uma década.
 
Entrevista: Paulo Szot | Esplendor vocal
Autor: Claudia Morales
14/mar/2019
Um dos cantores brasileiros de maior sucesso no mundo, o barítono Paulo Szot mal suspeitava de seu potencial sonoro quando foi para a Polônia praticar disciplinadamente os pliés, grand jetés e fouettés que, sonhava, fariam dele um grande bailarino. Não hesitou em abraçar um novo caminho que a vida lhe mostrou por lá. Hoje ele mora em Nova York e é um dos nomes mais festejados da Broadway, além de se apresentar regularmente nos grandes teatros da cena lírica. Sua voz privilegiada, presença marcante e dedicação apaixonada ao palco poderão ser conferidas novamente ao vivo na Sala São Paulo, como Artista em Residência da Osesp.
 
A Oitava Sinfonia de Mahler: uma apoteose paradoxal
Autor: Jorge de Almeida
14/mar/2019
A grandiosidade da Oitava Sinfonia nos deslumbra e constrange. Quando o órgão sustenta o primeiro acorde e o enorme coro invoca o espírito criador, uma espiral de vozes, arcos, sopros e golpes parece querer alcançar os céus, exaltando a salvação prometida nos textos. Mesmo assim permanecemos todos sentados, ouvindo a prece com suspeita e com os pés bem firmes no chão. Afinal, nossa época desconfia de tudo isso, e o apelo a uma “redenção pelo amor” soa descabido como os exageros do romantismo tardio, lembrando as valsinhas e fanfarras que atravessavam as primeiras sinfonias de Mahler. Sem o motivo heroico de uma luta contra o destino ou a desculpa da ironia, que ainda poderiam comover nossa sensibilidade moderna, encaramos com perplexidade a certeza da multidão reunida no palco. “Os homens são mesquinhos”, comentou Arnold Schoenberg logo após a morte de Mahler, “não acreditam mais o sufi ciente na grandeza, na totalidade, e desejam apenas os detalhes irrefutáveis”. No caso dessa sinfonia monumental, no entanto, como atentar aos detalhes, se o todo nos arrebata e confunde?
 
Entrevista: Marlos Nobre, 80 | Ativo e consagrado
Autor: Claudia Morales
14/mar/2019
Aos 21 anos, Marlos Nobre foi considerado pelo jornal O Globo “uma estrela a quem parece ter Villa-Lobos entregue o cetro da criação musical do Brasil”. Aos 68, foi saudado como o maior compositor vivo da América Ibérica ao receber o VI Prêmio Ibero-Americano Tomás Luis de Victoria, na Espanha. Em homenagem aos 80 anos de Marlos, a Osesp apresenta uma composição inédita feita especialmente para este fim no âmbito do projeto SP-LX Nova Música.
 
Ó
Autor: Felipe Lara
14/mar/2019
Encomenda da Osesp, minha obra Ó — para oito narradores/cantores, dois coros, orquestra de câmara (duas flautas, dois clarinetes, dois clarones, trompa, trompete, trombone, duas guitarras elétricas, harpa, piano, três percussionistas e cordas) e eletrônica — foi escrita entre 2010 e 2014, e dura cerca de 30 minutos. Ela é baseada no riquíssimo livro homônimo do artista Nuno Ramos (Iluminuras, 2008), mas também em aspectos únicos de seu brilhante trabalho como artista plástico.