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ENSAIOS
Beethoven 250
Autor: Arthur Nestrovski
04/mar/2020
Em fins do século XVIII, na Alemanha, a porcentagem de autores do passado nos programas de concerto ficava em torno de 10%. Cem anos mais tarde, esse número já subira para quase 80%, contra 20% de compositores vivos. Há muitos fatores para essa mudança, mas talvez de todos o mais decisivo tenha sido o surgimento da obra de Beethoven.
 
O testamento de Heiligenstadt
Autor: Tradução de Sergio Tellaroli
04/mar/2020
Em 1802 Beethoven constatou que sua perda auditiva não teria cura e, pior, iria progredir. Por conselho médico, e com o propósito de se revigorar, foi passar o verão na aldeia de Heiligenstadt, ao norte de Viena. Hoje incorporada à cidade, Heiligenstadt era então cercada pela natureza. Beethoven apreciava as longas caminhadas no campo — muitas de suas inspirações surgiram nesses passeios e eram rabiscadas em cadernos e folhas avulsas que ele costumava levar consigo.
 
"Isto é Beethoven" – Entrevista com Thierry Fischer
Autor: Arthur Nestrovski
04/mar/2020
Thierry Fischer, Diretor Musical e Regente Titular da Osesp a partir desta Temporada, já conduziu três ciclos completos das sinfonias de Beethoven e participou de outros tantos como flautista. Agora ele se prepara para abrir essas partituras como se fosse a primeira vez.
 
E a música se fez homem: a Missa Solene de Beethoven
Autor: Jorge de Almeida
04/mar/2020
Ao comemorarmos os 250 anos de seu nascimento, não podemos deixar de refletir sobre o modo como cada geração atribui novos significados ao legado de Ludwig van Beethoven. Louvado como “herói” após sua morte em 1827, ao longo das décadas sua imagem se desdobra em diferentes faces: o homem, o compositor, o revolucionário, o mito. Não conseguimos ouvir Beethoven sem que esses momentos se entrelacem em um contraponto por vezes estranho e dissonante, como frequentemente ocorre em suas obras tardias. Cada uma de suas faces mantém um momento de verdade, e cada geração reconstrói, em busca de harmonia, um novo retrato do compositor.
 
O ímpeto orquestral como base da nova arte sinfônica de Beethoven
Autor: Martin Geck
04/mar/2020
A composição sinfônica de Beethoven irradia páthos e heroísmo, característicos da atmosfera europeia entre 1789 e 1814 (da Revolução Francesa ao Congresso de Viena), e não só porque assimila e elabora elementos da música revolucionária francesa. O mais importante é a representação de grandeza, força criadora e conquistas territoriais. As análises tradicionais de música não costumam, via de regra, dar a devida importância a esses momentos da composição sinfônica de Beethoven porque é comum cultivar a imagem do músico como pioneiro em tornar o processo de composicão o grande tema em si. Entretanto, esse modo de compor, voltado para o processo, também pode ser observado no âmbito da música para piano e da música de câmara, ou mesmo dentro do gênero da ópera. No campo das sinfonias e das aberturas, há algo a mais: o gesto de poder.
 
Recensão da Quinta Sinfonia de Beethoven
Autor: E. T. A. Hoffmann
04/mar/2020
Em 1810, a revista semanal Allgemeine musikalische Zeitung, de Leipzig, mais im- portante periódico musical da época, publicou uma resenha da Sinfonia em Dó Menor, Op. 67 de Beethoven. O texto — não assinado, como era a prática — atingiu grande repercussão. Por trás das linhas anônimas, fusionando o literário e o crítico de forma inaudita para a recensão musical, estava um jovem com inclinações artísticas e dificuldades financeiras que viria a se tornar mestre da literatura fantástica.
 
As sonatas de Beethoven
Autor: Charles Rosen
04/mar/2020
A avó de [Marcel] Proust era uma mulher de conduta extremamente modesta e despretensiosa, e que jamais se atreveria a contradizer o critério literário de quem quer que fosse.
 
Concertos de Beethoven
Autor: Lorenzo Mammì
04/mar/2020
Beethoven se mudou de Bonn para Viena em 1792. Mozart morrera há um ano, Haydn acabara de voltar de sua triunfal tournée londrina. Com ele, o jovem pianista teve algumas aulas — não muito satisfatórias, em sua opinião. No mais, no gênero concerto, e principalmente concerto para piano, não havia muito o que apreender com Haydn, que pouco o praticou. Mas os 27 concertos de Mozart eram uma herança incontornável.
 
Beethoven e a qualidade da coragem
Autor: Daniel Barenboim
04/mar/2020
É sempre interessante — e às vezes até importante — ter conhecimento íntimo da vida de um compositor, mas não é essencial para entender suas obras. No caso de Beethoven, não devemos esquecer que em 1802, o ano em que contemplou a possibilidade do suicídio — como escreveu numa carta aos irmãos que acabou não enviando, e que veio a ser conhecida como o “Testamento de Heiligenstadt” [ver p. 16] —, ele também compôs a Segunda Sinfonia, uma de suas obras de espírito mais positivo, deixando então claro que é de vital importância separar sua música da biografia pessoal, não confundindo as duas coisas.
 
Os últimos quartetos de Beethoven: limiar de um quarto período criativo?
Autor: William Kinderman
04/mar/2020
O direcionamento avançado e inovador, não obstante o valioso caráter histórico, dos últimos quartetos de cordas de Beethoven suscita desafios de interpretação ainda a serem solucionados. Parte deles pode ser captada na afirmação de Carl Dahlhaus de que, nessas obras, “a distinção entre passado, presente e futuro desaparece e perde importância”. [...]